domingo, 10 de março de 2013

GREVE NA ALCOA.

Greve dos trabalhadores na Alcoa segue forte no segundo dia, sem acordo entre a direção da empresa e os representantes do STIEMNFOPA - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Minerais não Ferrosos do Oeste do Pará, com sede em Porto Trombetas, no município de Oriximiná-PA.
As negociações ocorriam desde o início de janeiro, quando o Sindicato protocolou a pauta de reivindicações que a categoria aprovou em assembléia. A última tentativa de resolver as pendências trabalhistas na mesa de negociação ocorreu no dia 4 de março, mas terminou sem acordo e, no final da assembléia realizada no início da noite, foi deliberada a greve por tempo indeterminado.
Após sete anos de operação na cidade de Juruti, esta é primeira greve dos trabalhadores da empresa. Em documento divulgado pela empresa, a Alcoa afirma que, com a greve, as negociações estão interrompidas, sem previsão de retorno antes da próxima-data base da categoria que é em janeiro.
O presidente do Sindicato, Jair Cohen, afirma que “a categoria quer aumento real para os salários que estão congelados há três anos, sendo o mais baixo do ramo, e a reposição das perdas salariais com o índice de 19,5% e a Alcoa quer reajustar os salários com o índice de 6.2%. Mas o que tem dificultado as negociações é que a recusa da empresa em cumprir a Lei que determina o pagamento da hora “in itinere” no valor de 100% das horas realizadas. Hoje a empresa paga apenas 70%.”
“A categoria não vai abrir mão de um direito e o Sindicato quer, também, que a Alcoa garanta o fornecimento de passagens para os trabalhadores em folga ou férias, pois muitos deixam suas famílias em outras cidades da região para trabalhar na empresa”, concluiu o presidente do STIEMNFOPA.FONTE:UC.

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